Acampamento de sobrevivência 2016


Survival camp 2016

Salvem-se quem … souber! Só poderão sobreviver aqueles que participaram do Acampamento de Sobrevivência da Tropa Escoteira ocorrido entre os dias 15 a 17 de julho de 2016 em Carapebus, na Serra (ES).

Contando com 24 pessoas no total

  • 18 escoteiros, divididos em 4 patrulhas
  • 4 escotistas e
  • 2 dirigentes

a tropa teve por objetivo aprender técnicas de sobrevivência, passando três dias nessa experiência.

A noite de sexta

Cabana rústica. nada de barracas!

Cabana rústica. nada de barracas!

O acampamento começou na sexta-feira, às 20 horas, com uma introdução às atividades do acampamento e, em seguida, teve início a inspeção meticulosa de Gilwell para recolher todo material extra e aparelhos eletrônicos, afinal, sobreviver com o celular fica fácil … queremos ver é sem o celular!

A primeira tarefa dada às patrulhas foi a construção de cabanas naturais. A permissão para dormir era para, somente, após o término da construção das cabanas.

Mas dormir para quê? O sábado estava apenas começando…

Na mesma madrugada ocorreu um jogo noturno em que os escoteiros tiveram que procurar, por entre os campos, as peças que formavam a mandala. Isso tinha que ocorrer no meio da escuridão total, apenas com o auxílio de uma luz de uma vela. No caso da vela se apagar, as patrulhas tinham que regressar até o chefe para acendê-la novamente, em troca de uma peça da mandala! Foi descontraído e divertido!

O sábado

Amanheceu um dia lindo, e nessa manhã de sábado teve o I.B.O.A., a introdução às técnicas de primeiros socorros e uma prática bem diferente: para quem quisesse almoçar, teriam que caçar seus próprios almoços! Eles tiveram que caçar e matar um frango para se alimentar, não só no almoço como no jantar também. O preparo foi de todos e envolveu não só a limpeza, tempero e cozimento do alimento como também a construção do próprio fogão. Galinha com arroz … hum … que delícia!

Na parte da tarde tiveram o circuito na praia, competição entre as patrulhas e aí a sede bateu forte. Após uma explicação de como purificar a água para beber, tiveram que purificar a própria água para poder saciar a sede … Ser escoteiro não é mole não!

O sábado anoiteceu e com a noite, veio o Fogo de Conselho, trazendo uma introdução sobre os quatro elementos da natureza: ar, terra, água e fogo – o mesmo nome dado às patrulhas neste acampamento. Os monitores das patrulhas fizeram canções e animaram o fogo:

  • Eric Sabino (Ar)
  • Thamirys Francez (Fogo)
  • Aitana Eler (Água) e
  • Nicolas Spadetto (Terra)

Durante o Fogo do Conselho ocorreu a investidura do escoteiro Arthur Laurett, numa cerimônia de muitas emoções, inclusive a felicidade irradiante do jovem Arthur. Neste momento de harmonia, foram entregues as bandeirinhas de eficiência com o símbolo da patrulha e a cerimônia encerrou com a Cadeia da Fraternidade, onde todos juntos cantaram um clássico do movimento escoteiro: A canção da despedida, com seu clássico refrão:

Não é mais que um até logo
Não é mais que um breve adeus
Bem cedo junto ao fogo, tornaremos a nos ver

Depois, os jovens foram dormir próximo a fogueira, ao relento, para conquistar uma noite da especialidade de acampamento.

O domingo

Ah! Depois do Fogo do Conselho na Noite de Sábado, finalmente, hora de descansar…

Descansar que nada! Na madrugada de domingo teve outro jogo noturno: pega bastão: Juntaram-se duas patrulhas para formarem outras duas patrulhas maiores e cada qual encontrar o bastão da patrulha adversária. Detalhe: sem lanternas e sem vela. Apenas com a luz da lua!

Na manhã do mesmo dia ocorreu o I.B.O.A. e a preparação “daquele” café da manhã escoteiro, com direito a pão de caçador, café mateiro e uma fruta. Depois, foi a hora de desmontar o acampamento e fazer o “pente fino” no campo.

Mais tarde, um delicioso e fraterno almoço compartilhado, apoiado por alguns pais (e sem caça! Ufa!!!), apontava a última refeição desse acampamento de sobrevivência inesquecível para todos.

Para o encerramento ocorreu o I.B.O.A., a avaliação do acampamento e a Cadeia da Fraternidade com todos os presentes.

E o Survival Camp finalizou-se às 13 horas e 20 minutos, com os participantes já cheios de saudades e ansiosos para o próximo acampamento.

Entre exaustos e feridos, sobreviveram todos, sãos e salvos – menos as galinhas!

Sempre Alerta!

(Para ver outras fotos do Survival Camp visite o álbum correspondente em nossa página no flickr)


Créditos desse artigo:

Texto: Larissa Gastmann, Edição: Jodelson Sabino, fotos: Marcia Naomi e André Sena.